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Em Maringá, cerca de 600 estudantes têm nova oportunidade para avaliação oftalmológica do programa 'Olhando para o Futuro'
Por Administrador
Publicado em 01/09/2026 16:19
Notícias de Maringá

Cerca de 600 estudantes das 16 primeiras escolas atendidas pelo programa ‘Olhando para o Futuro’ tiveram, nesta segunda-feira, 31, uma nova oportunidade para realizar a avaliação oftalmológica. A repescagem foi destinada aos alunos que não fizeram o exame na data em que o atendimento ocorreu na unidade escolar. Inédita em Maringá, a iniciativa é realizada pela Prefeitura, por meio das secretarias de Educação e de Saúde. 

 

O programa integra as ações do Programa Saúde na Escola (PSE) e prevê atendimento de cerca de 18 mil estudantes do ensino fundamental de 53 escolas municipais. Até o momento, 45 unidades já receberam as equipes. Os exames são realizados nas próprias escolas por oftalmologistas contratados por processo licitatório, mediante autorização dos pais ou responsáveis. 

 

“Quando uma criança tem uma alteração na visão e isso não é percebido, ela pode passar anos se adaptando a uma dificuldade que poderia ser tratada. Por isso, levar a avaliação para dentro da escola facilita o acesso e aumenta a possibilidade de identificar esses casos. Estamos fazendo essa repescagem para que os alunos que não conseguiram realizar o exame na primeira oportunidade também possam ser avaliados”, afirma a secretária de Educação, Adriana Palmieri. 

 

Além das avaliações realizadas nas escolas, mais de mil estudantes já atendidos tiveram indicação para testes e exames complementares. No último sábado, 29, cerca de 100 crianças participaram do primeiro mutirão para investigação desses casos. Elas passaram por exames de biomicroscopia, mapeamento de retina, teste ortóptico e tonometria, procedimentos que auxiliam na identificação de alterações como estrabismo, possibilidade de glaucoma, problemas na retina e disfunções de cores. A partir dos resultados, os estudantes serão encaminhados para o tratamento adequado. 

 

Entre as crianças atendidas está Kayla, de 11 anos, que recebeu o diagnóstico de perda de visão no olho direito. Segundo o pai, Carlos Adriano Batista, ela deverá usar uma lente de contato para ampliar a capacidade de visão. “Minha filha nunca teve desempenho ruim na escola que fizesse a gente desconfiar de algo errado na visão. Além disso, ela também sempre teve acompanhamento médico, mas foi na escola que descobrimos o problema. Foi graças ao projeto que agora ela terá o tratamento adequado”, conta. 

 

Para o secretário de Saúde, Antonio Carlos Nardi, a identificação precoce permite encaminhar os estudantes para a avaliação adequada e evitar que alterações visuais permaneçam sem diagnóstico. “A escola é um espaço onde conseguimos alcançar muitas crianças e identificar situações que talvez não chegassem ao serviço de saúde naquele momento. Quando o exame aponta uma alteração, o próximo passo é investigar o caso e encaminhar a criança para o atendimento necessário”, explica. 

 

Novas repescagens serão realizadas nas demais escolas atendidas pelo programa para garantir que os estudantes que não conseguiram fazer a avaliação na primeira data também tenham a oportunidade de passar pelo exame. As próximas datas serão divulgadas em breve pelas equipes responsáveis.  

(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rodrigo Grando/PMM)

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