A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde, reuniu nesta sexta-feira, 4, técnicos de enfermagem e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para discutir como combater a desinformação e o receio em torno das vacinas. Duas palestras foram ministradas por Juliana Matsuoka, especialista em vacinas da empresa farmacêutica Pfizer.
“Depois do período da Covid-19, as pessoas estão hesitantes em se vacinar. Este momento é para trazer esclarecimentos para os nossos profissionais, para que possamos dar mais segurança para a população”, esclarece Edlene Góes, coordenadora de vacinação da Secretaria de Saúde.
Para Cláudia Santander, técnica de enfermagem na UBS Ney Braga, “tendo mais conhecimento com respeito à vacina, aumenta a nossa segurança de transmitir para os pacientes a confiança na vacina.”
O Programa Nacional de Imunizações (PNI), que coordena as ações de vacinação no Brasil, estabelece uma meta de 90% a 95% de cobertura vacinal. Nos últimos 15 anos, o atraso ou à recusa em aceitar as vacinas recomendadas fez com que as campanhas ficassem abaixo da meta. “Estamos vendo o reaparecimento de doenças porque as pessoas se recusam a tomar a vacina”, alerta o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi.
A palestrante abordou alguns fatores que influenciam a redução da cobertura, entre eles a baixa percepção de risco da população, o acesso às vacinas e a baixa confiança na eficácia das vacinas. Também tratou de campanhas de vacinação para crianças e pessoas idosas.
Maisa Ferreira, enfermeira na UBS Jardim Andrea, comentou que a palestra trouxe orientações importantes sobre como o profissional de saúde deve agir. “Hoje, as pessoas apresentam muito medo referente às reações da vacina. A palestra traz para a gente uma segurança maior na abordagem desses usuários”.
Para Nardi, o profissional de saúde pode ajudar a melhorar o cenário atual da vacinação. “Nem sempre este receio parte de um negacionismo científico, mas sim de dúvidas não esclarecidas. Nestes casos, o profissional de saúde, como autoridade no assunto, tem a função de tranquilizar o cidadão, compartilhando informações sobre a vacina e reforçando o ato de se vacinar como um exercício da cidadania”, afirma.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM)