‘Você já precisou pensar na sua cor de pele?’. Questionamentos sobre identidade, oportunidades, autoestima e representatividade conduziram o '1º Encontro das Mulheres Negras: Protagonismo e Representatividade', realizado pela Prefeitura de Maringá no sábado, 5, no Salão Comunitário do Conjunto Branca Vieira. Em uma tarde de escuta e troca de experiências, mulheres se reuniram para compartilhar histórias, fortalecer vínculos e refletir sobre os desafios enfrentados pela população negra.
O evento foi promovido pela Secretaria de Juventude, Cidadania e Migrantes (Sejuc) em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, Políticas sobre Drogas e Pessoa Idosa (SAS). A iniciativa contou com recursos do Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Racial, vinculado à Gerência de Igualdade Racial da Sejuc para promover o encontro que contou com rodas de conversa sobre violência doméstica, autoestima e afroempreendedorismo, além de música, dança e momentos de convivência.
“Quando criamos um espaço de escuta, acolhimento e troca de experiências, também fortalecemos o protagonismo dessas mulheres. Queremos ampliar cada vez mais as oportunidades para que elas ocupem espaços, compartilhem suas histórias e tenham suas vozes ouvidas”, comentou a secretária de Juventude, Cidadania e Migrantes, Sandra Franchini.
Identidade e representatividade - A programação começou com música e dança ao som do Maracatu Baque Mulher. A artista Laís Fialho ressaltou a representatividade e a construção coletiva da autoestima entre mulheres negras. “Quando a gente não se acha bonita, digna ou sábia, o nosso espelho também pode reproduzir isso. Por isso, amar outras mulheres negras acaba se tornando um exercício de amor próprio e de recuperação de nós mesmas. Foi muito gostoso dançar com vocês e ter todas nessa corrente”, ressaltou Laís.
“Momentos como este nos proporcionam reflexão. Precisamos pensar sobre como estamos sendo tratados e sobre os espaços em que somos vistos e reconhecidos. Que possamos ter cada vez mais oportunidades como esta e avançar ainda mais”, pontuou a psicopedagoga Aline de Souza
A empresária e criadora de conteúdo digital Íris Versatto conduziu a conversa sobre afroempreendedorismo. “Foi uma tarde de mulheres potentes, compartilhando experiências e fortalecendo as histórias umas das outras. Há pessoas que, às vezes, não têm acesso à informação ou não reconhecem o próprio potencial. Quando proporcionamos uma troca como esta, conseguimos fortalecer a autoestima e contribuir para transformar realidades”, enfatizou.
A programação também abordou autoestima, com a consultora de imagem e estilo Kelly Ramos, e violência doméstica. O encontro foi encerrado com um café da tarde ao som do grupo Trinca do Samba, em um momento de confraternização e celebração entre as participantes.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Kamilla Yohanna/PMM)