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Atendimentos de acidentes com escorpiões aumentam 15% em 2026, no HUM
Por Administrador
Publicado em 21/09/2026 16:54
Notícias de Maringá

A primavera, conhecida como a estação de transição entre o frio do inverno e o calor do verão, inicia nesta terça-feira (22), mas eles já chegaram há algum tempo - e bem antes do calorão. Os acidentes envolvendo escorpiões atendidos pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), do Hospital Universitário (HUM) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), passam de 900 casos registrados em 2026, entre os meses de janeiro a agosto.

As estatísticas levantadas pelo serviço, que atende intoxicações em toda a 15ª Regional de Saúde do Paraná, jogam luz a uma questão antiga em Maringá e região e que vem escalando com o passar dos anos. Em 2025, durante o mesmo período, o CIATOX registrou 767 casos envolvendo escorpiões. Em 2026, portanto, evidenciou-se um aumento de 15% nos casos em relação ao mesmo período do ano passado. 

Em 2025, o setor do HUM já havia evidenciado um aumento nos atendimentos por acidentes de escorpião, em cerca de 100 casos/mês. Durante todo o ano de 2024, foram atendidos 842 casos envolvendo escorpiões, menos do que os 902 registrados em apenas oito meses do ano de 2026.

Segundo a coordenadora do CIATox, enfermeira Marcia Guedes, existe uma “crise silenciosa” na proliferação de escorpiões na região. O calor excessivo, resultante das mudanças climáticas, acelera o processo reprodutivo desses animais (que se reproduzem por partenogênese, ou seja, sem necessidade de acasalamento entre fêmea e macho). O fato de não encontrarem predadores nas cidades faz com que os escorpiões se proliferem rapidamente. 

Quando encontram terreno fértil para reprodução, o número pode aumentar ainda mais. Por isso, a coordenadora do CIATox lembra da importância de ações de limpeza urbana. “É muito importante limpar terrenos, evitar acúmulo de entulho, lixo, folhas secas. Controlar a proliferação de insetos é fundamental para conter o avanço dos escorpiões, já que gafanhotos, grilos e baratas servem de alimento para eles”. 

A grande maioria dos atendimentos do HUM, segundo Marcia, se concentra no escorpião amarelo (Tityus serrulatus). Após a picada, lembra, é importante ter cautela para procurar atendimento. “O animal não precisa ser capturado para ser identificado e contribuir no diagnóstico. Fotos e vídeos ajudam, desde que sejam realmente do animal que causou o acidente”, emendou a coordenadora do setor. A precaução também previne outros acidentes, evitando o manejo dos animais peçonhentos por indivíduos não preparados, no caso de lagartas, cobras ou outros animais que também inspiram cuidados

Acidentes com animais peçonhentos

Os dados envolvendo animais peçonhentos também registraram aumento: foram 1291 atendimentos frente a 1004 no ano passado, comparando de janeiro a agosto de 2025 e 2026. Os dados representam um aumento de 23% nos casos, que englobam, além dos escorpiões, aranhas (186), himenópteros (ou a ordem de insetos que compreende as abelhas, formigas e vespas, com 62 casos), serpentes (47) e outros animais peçonhentos/venenosos (46).

Como buscar atendimento 

O CIATox do Hospital Universitário é referência para 32 municípios da 15ª Regional de Saúde do Paraná, junto de outros centros espalhados pelo estado - Londrina, Cascavel e Paraná, situado em Curitiba. O serviço atende presencialmente, com entrada pelos setores do hospital, e também por telefone, por meio dos telefones (44) 3011-9431 ou (44) 3011-9127.

Em caso de um acidente com escorpião, os sintomas podem ser variados, a depender do animal e da vítima. Em casos leves, podem surgir dores e amortecimento leve no local da picada; em casos moderados, dor intensa, vômitos ocasionais, suor, agitação, taquicardia e hipertensão arterial; casos graves são característicos por dor intensa, suor e vômitos intensos, acompanhados de pulso lento, falta de ar intensa e choque, em muitos casos podendo ser fatal. Atenção especial deve ser dirigida a menores de 7 e a maiores de 60 anos de idade. 

Ainda nesses casos, é fundamental lavar bem o local da picada com água e sabão. Outro ponto é realizar a captura do animal, com segurança, levando-o em um recipiente vedado para que seja identificado no serviço de saúde. Em seguida, é recomendado buscar ajuda imediatamente em uma unidade de saúde. O uso do soro antiescorpiônico não é necessário em todos os casos de acidentes, a depender do quadro do paciente.

Serviço

Centro de Assistência e Informação Toxicológica (CIATox)
Telefones: (44) 3011-9431 ou (44) 3011-9127
Endereço: Av. Mandacaru, 1590, Parque das Laranjeiras - Hospital Universitário Regional de Maringá - Maringá/PR

(Willian Fusaro/Comunicação HUM)

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