A presidente do Núcleo de Inteligência do Comércio (NIC), empresária Michele Carraschi, fez uso da tribuna da Câmara de Maringá na sessão ordinária desta terça-feira (29) para falar aos vereadores sobre o Programa de Aceleração, Inovação e Revitalização do Comércio de Rua de Maringá (Programa Municipal InovaLoja).
O autor do convite para a participação dela na sessão, vereador Angelo Salgueiro enfatizou a importância de discutir o empreendedorismo e os desafios enfrentados pelo comércio diante do cenário econômico e das constantes mudanças nas regras e nos impostos.
“Estamos passando por um momento muito difícil na economia do Brasil, e é um desafio empreender com tantas regras e impostos que mudam no nosso país”, disse.
O vereador também mencionou a votação do projeto de lei que oficializa o programa Inova Loja e antecipou seu voto favorável à proposta. Segundo ele, a iniciativa busca contribuir para o desenvolvimento e a modernização do comércio de Maringá.
O vereador ressaltou que Michele atua há 17 anos no comércio varejista de Maringá e destacou a participação dela no Núcleo de Inteligência do Comércio (NIC) e em entidades empresariais do município.
“O Inova Loja representa uma discussão muito importante para o futuro do comércio. Em um cenário de constante transformação, inovar, incorporar novas tecnologias e buscar formas mais eficientes de atender o consumidor são desafios que fazem parte da realidade dos nossos empresários.”
O vereador defendeu ainda a importância de ouvir os representantes do setor para compreender as necessidades dos comerciantes e buscar soluções para o desenvolvimento do comércio local. “Ouvir quem vive o comércio diariamente, quem conhece suas necessidades e também participa da construção de soluções para o setor é fundamental.”
A empresária Michele Carraschi explicou o trabalho desenvolvido pelo NIC, governança formada por diferentes entidades ligadas ao desenvolvimento do comércio de Maringá com representantes do Sebrae, Senac, Fecomércio, Prefeitura, Sivamar, Maringá Centro de Inovação e do próprio Núcleo do Comércio.
“Todas essas entidades e instituições estão experimentando, na ponta, as dores do pequeno empresário, da pequena empresa e dos MEIs. Nós não discutimos só as nossas próprias dores e os nossos interesses como empresários. Temos muita essa realidade do que realmente acontece ali na ponta.”
Michele explicou que o NIC identifica os principais problemas enfrentados pelo setor e leva essas questões para discussão entre os mais de 50 integrantes da governança. Entre os desafios identificados estão a baixa digitalização, a resistência à inovação, a dificuldade de acesso a soluções práticas e a concorrência com grandes marketplaces.
“O que aparece mais latente, fervilhando no comércio hoje em dia, é a baixa digitalização, a resistência à inovação e a falta de acesso a soluções práticas para agir rapidamente”, explicou.
Segundo a empresária, os pequenos negócios enfrentam dificuldades adicionais porque, muitas vezes, são administrados diretamente pelo próprio empreendedor, que precisa conciliar diversas funções e nem sempre consegue acompanhar as rápidas transformações tecnológicas.
“Essas empresas são formadas pelo pequeno, pelo ‘eu empresário’. Então, muitas vezes, não temos braço para executar tudo e para nos manter tão atualizados quanto deveríamos”, afirmou.
Michele destacou que o público prioritário das ações do NIC são os micro e pequenos empresários, que muitas vezes ficam fora de programas de apoio ou não têm acesso às informações e aos recursos necessários.
“O nosso público prioritário é o micro e pequeno empresário, a pequena empresa, que muitas vezes está invisível aos grandes programas. Não tem acesso financeiro e muitas vezes nem sabe que eles existem, porque não tem a informação”, lembrou.
Durante a apresentação, a empresária também mostrou dados sobre a relevância do comércio para a economia de Maringá: o município possui mais de 16 mil empresas diretamente relacionadas ao comércio e mais de 43 mil empregos formais gerados pelo setor.
Michele ressaltou ainda a importância do comércio para a geração de empregos e chamou a atenção para o número de empresas que encerram suas atividades
Para a empresária, iniciativas como o Inova Loja podem contribuir para ampliar o acesso dos pequenos negócios à inovação e promover mudanças na cultura empresarial do município. “Esse é um programa que vai trazer uma transformação para a cultura da cidade.”
O programa é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Aceleração Econômica e Turismo em parceria com o Sebrae e o Núcleo de Inteligência do Comércio. O objetivo é estimular as micro e pequenas empresas do varejo a serem mais presentes nas mídias sociais, terem uma gestão mais eficiente e aumentar a competitividade.
O InovaLoja oferece capacitações, consultorias gratuitas e diagnósticos personalizados para que os lojistas possam implementar melhorias em seus negócios de forma mais eficiente.
Saiba mais em: https://inpacta.org.br/
(Texto: Comunicação CMM. Foto: Marquinhos Oliveira/CMM)