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Prefeitura de Maringá recebe projetos vencedores de concurso nacional da Casa da Mulher Indígena
Por Administrador
Publicado em 01/10/2026 16:07
Notícias de Maringá

O Paço Municipal de Maringá recebe até 10 de outubro os três projetos vencedores do concurso nacional de arquitetura para a Casa da Mulher Indígena (CAMI). As propostas apresentam soluções para um espaço voltado ao acolhimento, à proteção e à valorização da cultura e dos territórios indígenas.  

 

Os trabalhos foram desenvolvidos por escritórios de diferentes regiões do país. O primeiro lugar ficou com a Fernanda Britto Arquitetura e Design e equipe, de São Paulo (SP); o segundo, com a Arquitectura Benedetti, de Santa Maria (RS); e o terceiro, com a Arqconstroi Construtora, de Cuiabá (MT). A avaliação considerou as especificidades dos territórios e as necessidades das mulheres indígenas. 

 

Para a diretora-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (IPPLAM), Tânia Verri, a realização da exposição contribui para dar visibilidade a soluções arquitetônicas que respeitam as identidades territoriais e promovem a valorização das mulheres indígenas. “O Paço Municipal é um espaço de todos e acolher esta exposição reforça nosso compromisso em debater a cidade sob a perspectiva da empatia e do respeito às diferentes culturas. Os projetos mostram que o urbanismo deve atender às necessidades reais das pessoas e proteger a memória e o protagonismo dos povos originários”, afirma.  

 

O trabalho é promovido pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), por meio do Laboratório Mulheres, Arquitetura e Território, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB-DF), a Finatec e o Ministério das Mulheres. As propostas contemplaram diferentes territórios indígenas e biomas brasileiros, entre eles Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal, Pampa e território Yanomami. 

 

Para a presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Paraná (IAB-PR) – Núcleo Maringá, Érica Takanashi, a presença dos projetos em um espaço público amplia o acesso da população ao debate sobre Arquitetura e Urbanismo e evidencia a dimensão social da profissão. Ela também ressaltou que as propostas demonstram como projetos arquitetônicos podem considerar aspectos culturais, territoriais, étnico-raciais e de gênero.  

 

“A exposição revela, por exemplo, que podemos ter espaços construídos de grande qualidade, representando bem a nossa diversidade cultural e garantindo o nosso bem-estar quando os projetos arquitetônicos são desenvolvidos com um olhar mais atento aos nossos territórios, às relações ali presentes e até mesmo a questões étnico-raciais e de gênero dos usuários”, disse.  

(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM)

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