A campanha Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama, foca no combate ao câncer mais prevalente em mulheres no Brasil. Com estimativa de surgimento de 74 a 78 mil casos por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama registra no Paraná mais 4300 novos casos a cada ano, o que acende o alerta para a prevenção, consultas e exames regulares.
O Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) é uma unidade de referência secundária, no Paraná, para diagnóstico de mulheres com câncer de mama, com atendimentos no Ambulatório de Especialidades por meio de consultas previamente agendadas. Caso haja indícios da doença ou necessidade de realização de exames complementares, as pacientes são encaminhadas para unidades de referência terciária - que são responsáveis pelo tratamento oncológico.
Segundo a mastologista Graziela Campanerutti, as estimativas brasileiras apontam que uma em cada oito mulheres vai desenvolver câncer de mama na vida. “Por isso, continua sendo o câncer mais frequente em mulheres e devemos falar muito dele”, apontou.
A médica pediu, também, cautela na interpretação dos dados. Os números não significam, necessariamente, que o câncer de mama está aumentando no Brasil. “Nós temos uma série de fatores que interferem nisso, como o envelhecimento da população, mudanças de hábitos de vida e nos padrões reprodutivos (número de gestações e amamentação) e o aumento do diagnóstico. Então, hoje, o desafio é não só tentar reduzir os fatores de risco, mas principalmente diagnosticar a doença cada vez mais cedo.”
Prevalência de casos no Sul
Os três estados do Sul do Brasil são os que mais registram casos de câncer de mama, em números relativos - em números absolutos, o Sudeste, puxado por São Paulo, lidera. Geisiela aponta que não há um único fator que explica o alto número de casos na região, mas uma conjunção deles: idade média acima da idade média nacional, estilo de vida (sedentarismo, consumo de álcool, entre outros hábitos).
Cuidados e prevenção
O autoexame continua importante para as mulheres. Conhecido também como “exame de toque”, ele permite a ela conhecer melhor o próprio corpo, identificando caroços, nódulos, deformações e demais sinais de alerta, tanto nas mamas quanto na região das axilas. O exame pode ser realizado em pé, em frente ao espelho, deitada ou durante o banho. Os movimentos devem ser circulares. O autoexame é iniciado a partir dos 20 anos e não substitui os exames de rastreamento e diagnóstico médico, como a mamografia.
Os bons hábitos de vida também devem ser ressaltados como medidas preventivas eficazes contra o câncer de mama - e todos os outros. Controle adequado do peso, prática regular de exercícios físicos e mudanças de hábitos como beber ou fumar são fatores que diminuem a incidência da doença ao longo da vida.
Em caso de diagnóstico antecipado, no primeiro estágio da doença (quando o tumor ainda é pequeno e não alcançou outras áreas, como axilas), as chances de cura do câncer de mama são altíssimas: cerca de 95%.
(Willian Fusaro/Comunicação UEM)