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Maringá capacita profissionais de UBSs para novo exame de prevenção ao câncer do colo do útero
Por Administrador
Publicado em 23/10/2026 15:40
Notícias de Maringá

Dezenas de profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Maringá participaram, nesta sexta-feira, 23, de uma capacitação para a implantação do novo teste molecular de DNA-HPV, utilizado na prevenção do câncer do colo do útero. O treinamento ocorreu no Auditório Hélio Moreira, com turmas nos períodos da manhã e da tarde. Até o momento, o município recebeu 758 testes do Ministério da Saúde, que começarão a ser utilizados nas unidades após a capacitação. A nova tecnologia substituirá gradualmente o Papanicolau como principal método de rastreamento da doença.

 

O novo exame identifica 14 tipos de HPV de alto risco associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Diferentemente do Papanicolau, que detecta alterações nas células, o teste molecular identifica o vírus antes que essas mudanças ocorram. O rastreamento será prioridade para mulheres entre 30 e 49 anos que nunca fizeram o exame ou que estão com o preventivo em atraso. Quando o resultado é negativo, o intervalo para a próxima avaliação pode chegar a cinco anos.

 

O Papanicolau continuará sendo realizado, mas terá uma função complementar. O exame será indicado em casos específicos, como na investigação de determinados resultados positivos para HPV. A coleta do material para o teste molecular seguirá sendo feita, preferencialmente, por profissionais de saúde. Já a autocoleta será uma alternativa para mulheres que enfrentam dificuldades de acesso ou resistência ao procedimento convencional.

 

Para a enfermeira da UBS Parigot de Souza, Gabriela Blinda, a capacitação oferece mais segurança aos profissionais e fortalece a orientação às pacientes. “Vamos conseguir identificar os riscos mais cedo e orientar melhor as mulheres sobre a importância da prevenção.”

 

Uma das palestrantes da capacitação, a professora de citologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Márcia Consolaro, participou da elaboração das novas diretrizes nacionais de rastreamento do câncer do colo do útero. A pesquisadora destaca a contribuição de Maringá para esse avanço. Desde 2013, o município participa de estudos sobre autocoleta, que ajudaram a desenvolver novas estratégias de prevenção.

 

“O teste molecular é mais sensível e permite acompanhar as pacientes de forma organizada, com convocações periódicas para os exames. Agora vamos à raiz do problema. Antes, o Papanicolau identificava células que já apresentavam alterações. Com o teste molecular, conseguimos detectar o HPV de alto risco e acompanhar a mulher antes que essas alterações se desenvolvam. É uma grande evolução.”

 

O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, enfatiza que a capacitação das equipes é essencial para garantir a implantação gradual do novo exame e ampliar o acesso à prevenção em Maringá. “A chegada do teste molecular representa um avanço na prevenção do câncer do colo do útero. Com profissionais capacitados, poderemos ampliar o acesso ao rastreamento, orientar melhor as pacientes e fortalecer o acompanhamento na atenção básica.”

(Texto: Comunicação PMM. Foto: Ester Bello/PMM))

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