Entre os dias 23 e 24 de outubro, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) recebe a quarta edição da Mostra de Egressos/as de Artes Cênicas (MEAC), com atividades no Teatro Universitário de Maringá (TUM), no Câmpus Sede. A programação contará com a oficina Entre Silvas: referências negras em cena, conduzida por Bianca Silvério, e o espetáculo Ilha de Safo, dirigido por Kênia Bergo.
Criada em 2023, a MEAC busca valorizar e ampliar a visibilidade do trabalho de artistas, docentes e pesquisadores formados pelo curso de Artes Cênicas – Licenciatura em Teatro da UEM. A iniciativa também promove o reencontro entre ex-alunos, aproximando diferentes trajetórias e trazendo de volta à Universidade experiências construídas para além de seus palcos.
Programação
A abertura será na sexta-feira (23), das 14h às 17h, com a oficina Entre Silvas: referências negras em cena, ministrada por Bianca Silvério, na sala 01 do bloco O-08 (TUM). A atividade parte da experiência da artista na direção de Entre Silvas e de seu trabalho com referências de artistas, pensadoras e intelectuais negras.
A proposta é investigar como questões relacionadas a raça, corpo, identidade, memória e ancestralidade influenciam a criação teatral, tanto nas narrativas apresentadas ao público quanto nas práticas de direção e nas relações estabelecidas durante os ensaios. Aberta a pessoas com diferentes experiências, a oficina propõe ampliar repertórios e discutir formas de criação que coloquem perspectivas negras no centro do processo artístico.
No sábado (24), às 19h30, o TUM recebe o espetáculo Ilha de Safo, dirigido por Kênia Bergo, que também divide o palco com Mara Signorini. A artista participou da primeira edição da MEAC, em 2023, com a montagem Vicência Vermelha Viva, e retorna à programação com uma obra que aborda a memória, o desejo e a existência lésbica.
Com dramaturgia de Bergo e Piera Schnaider, Ilha de Safo apresenta uma experiência cênica em que vivências íntimas adquirem dimensão política. A montagem aborda a presença de mulheres lésbicas para além das experiências de sofrimento e silenciamento, destacando a beleza, a força e a afirmação de suas próprias histórias.
A produção é assinada por Kênia Bergo e Piera Schnaider, com iluminação de Thamires Saboia, sonoplastia de Lucas Zago e cenografia e cenotécnica de Carla Guizeline. A realização é da Enódia Produções Artísticas. A classificação indicativa é de 14 anos.
(Arieli Preste/Comunicação UEM)